SIM, TEM JEITO!

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segunda-feira, 23 de março de 2015

Perder para valorizar?


Meus queridos, quantas são as situações em nossa vida em que aprendemos a valorizar algo depois que tínhamos perdido, infelizmente.
Isso ocorre em várias esferas e níveis em nosso viver. Exemplo, em nível profissional: pessoas que estavam num determinado emprego e viviam reclamando e, após conseguirem um novo emprego, percebem que, na verdade, o emprego do qual reclamavam tanto era um ótimo emprego comparado ao atual e às condições do mercado de trabalho.
Mas, evidente, o eixo central que norteará esta reflexão é o que orienta 99% das abordagens do Canal Ponto de Vista, isto é, a questão amorosa! Vamos discorrer sobre as perdas amorosas e a valorização que acontece apenas depois delas.


Acredito que um fator que faz com que isso aconteça seja o fato de sempre achar que a pessoa “está caidinha de amor”. Veja bem, a outra pessoa até pode estar repleta de amor por você sim, mas isso não significa que ela aceitará suas mazelas, sua desconsideração, sua frieza, seu descaso e sua falta de atenção! Ela pode estar cheia de amor puro e verdadeiro por você, mas isso não implica que ela deixe o amor próprio de lado, entende?
E o pior é que ela vivia reclamando de suas atitudes, não é mesmo? Vivia dizendo o quanto isso a incomodava e a deixava triste. E você, o que fez? Nada! Absolutamente não dava ouvidos ao que a pessoa dizia. Você se tornou a famosa pessoa “surda emocionalmente” e, consequentemente, despertou um pensamento na outra pessoa mais ou menos assim: “Ele (a) não dá a mínima para o que falo. Estou cansando de sempre falar as mesmas coisas. Isso está me consumindo”. Até que chega um momento em que a pessoa deixa de falar, apenas observa. Ou, há aquelas que simplesmente explodem e dão o grito de independência: “Não quero mais”!
No início, você, mais uma vez, não dá ouvidos ao término. Afinal de contas, você está convencido (a) de que não vai demorar muito para que a pessoa volte correndo para você. Contudo, você começa a perceber algumas mudanças de atitudes na pessoa. E é aí que você percebe que seu pensamento pode estar errado.
Mais uma semana passa e, agora, você toma consciência que a pessoa mudou. E, pela primeira vez, começa a dar ouvidos ao que ela lhe disse. As palavras dela, agora, ficam ressoando em sua cabeça e o medo de não tê-la de volta invade seu coração. E apenas agora, diante da dor, é que começa a perceber todas as atitudes cometidas e que, na verdade, a pessoa estava coberta de razão e o quanto você não a valorizou.
Veja bem, valorizar alguém que está ao nosso lado não significa aceitar tudo o que a pessoa faz. Isso, na verdade, é anular-se e fazer com que o diálogo não aconteça na relação. Diálogo é necessário para que reajustes sejam feitos. Valorizar é, na verdade, reconhecer as atitudes da pessoa para com você; é dar ouvidos; é perceber que o amor é como um quebra cabeça, isto é, são pequeninos gestos que, encaixados na constituição do dia a dia, fazem com que ele seja perceptível.


Infelizmente, há pessoas que precisam estar em contato com bijuterias para, depois, reconhecerem que tinham uma joia o tempo todo ao lado delas. Contudo, em alguns casos, este reconhecimento vem tarde demais. Comecemos a valorizar os pequeninos gestos; aprendamos a desenvolver a contemplação do outro. Temos muita facilidade para brigar e criticar e, em meio a este comportamento que vai virando hábito, o valor do outro vai ficando ocultado. E, infelizmente, em muitos casos, revela-se diante dos olhos apenas depois do término. Não deixe para valorizar depois que perdeu. Pense nisso! Forte abraço: André Massolini