SIM, TEM JEITO!

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terça-feira, 14 de abril de 2015

Você se perdoa?


Meus queridos, acredito que muito mais difícil que não receber o perdão de alguém, é não conseguir se perdoar por algo.
As consequências do não se perdoar podem ser desastrosas para a manutenção de uma vida equilibrada. Aristóteles considerava que o BEM era a felicidade e que o MAL era o desequilíbrio. Justamente por isso, para ele, a VIRTUDE é o ponto de equilíbrio entre dois extremos (vícios por deficiência e vícios por excesso) e, assim, torna-se o caminho para uma vida feliz.
Por que estou falando de Aristóteles? Porque acredito que uma das consequências do não perdoar-se é o desequilíbrio interno. Este, por sua vez, afasta-nos da felicidade. É óbvio que existem vários fatores que podem causar um desequilíbrio interno, mas aqui estou abordando aquele que é proveniente do não perdoar-se.
Uma pessoa que não se perdoa é alguém que começa a desvalorizar-se, a desmerecer-se, isto é, a perder a autoestima e julga-se merecedora de “castigos” ou “punições que aplaquem a culpa”. É aí que vemos pessoas permitindo serem tratadas como panos de chão, humilhadas e massacradas com desprezo e desconsideração. E por que continuam ao lado de alguém que as trata assim? Porque sentem-se merecedoras disso! Por que se afastaram de pessoas que as tratavam bem, com amor e carinho? Porque não acreditavam merecer!
Querido leitor, consegue perceber a complexidade disso tudo? E tudo pode ter começado com a falta de perdão. A incapacidade de se perdoar provoca um efeito cascata e vai trazendo consequências que podem fazer com que a pessoa se afaste de quem a valoriza e, assim, aproxima-se de quem a desvaloriza.
Você poderia me perguntar: mas e se a outra pessoa não me perdoar? Ora, ela está no direito dela! Contudo, se seu pedido de perdão é sincero e verdadeiro, então é porque você RECONHECEU o erro cometido. Este é um passo importante, mas não o único! Feito o reconhecimento, é necessário o propósito da mudança. Esta só é possível quando é consequência de um reconhecimento maduro e sincero das próprias limitações. Ou seja, você reconheceu e está com o propósito da mudança; está querendo fazer os reajustes em seus conceitos, pois apenas mudamos de atitudes quando mudamos os conceitos que nos norteavam.


Ora, então você mudou! Celebre a mudança! E celebre perdoando-se! Claro que seria muito melhor se a pessoa tivesse concedido o perdão. Mas, nem sempre será assim. E ela está no direito e na liberdade dela de não conceder. Contudo, você fez sua parte. Reconheceu, arrependeu-se, pediu perdão e está em processo de mudança, amadurecendo a partir do erro. Então, você tem motivos suficientes para se perdoar e dar uma nova chance a você! Faça isso, você merece! Pense nisso! Forte abraço: André Massolini