terça-feira, 29 de julho de 2014

O trabalho e o amor


O trabalho e o amor são fundamentais: sem eles surge a neurose (Theodor Reik)

Meus queridos, não quero abordar aqui o que é a neurose e nem como podemos nos tornar neuróticos e nem o que a caracteriza, até porque não é minha área. Pretendo apenas, a partir da frase acima, discorrer sobre a importância do trabalho e do amor em nossa vida.
Julgo que poderia, inclusive, unir as duas palavras e dizer também sobre a importância de se amar o trabalho! Afinal, quando amamos o que fazemos, nem percebemos que estamos trabalhando. É como se estivéssemos praticando um hobie e, ainda assim, ganhando por isso!
O trabalho (dentro da antropologia filosófica dizemos do aspecto laboral do ser humano) é fundamental para nosso desenvolvimento. Através dele conseguimos desenvolver nossas habilidades, aprimorar algumas características inatas ou, ainda, desenvolver algumas que jamais imaginávamos que poderíamos desempenhar ou ter.
Se você enxerga o trabalho como um grande peso, talvez seja porque não esteja desenvolvendo uma atividade com a qual se realize. Digo talvez porque sei que existe um leque amplo de opções, como por exemplo, há situações em que, apesar da pessoa amar e se identificar muito com a atividade desenvolvida, encontra situações extremamente desfavoráveis e estressantes para o desempenho da mesma: um patrão autoritário e sem escrúpulos; colegas de serviço “víboras”, entre tantos outros. Se é este o seu caso, querido leitor ou querida leitora, nem pense em abandonar o que ama fazer! Você pode começar a cogitar a ideia de mudar de empresa, mas não deixar de exercer a profissão que lhe realiza.
E quanto ao amor? Já disse que o trabalho tem que nos realizar. Isto também vale para o amor? Sem sombra de dúvidas! Mais ou menos equivalente ao exemplo que dei sobre o trabalho, acredito que seja em relação ao amor. Não é porque uma pessoa lhe frustrou, não teve consideração alguma por seu sentimento, mentiu inúmeras e diversas vezes que você irá abandonar o amor ou o riscará de sua vida! Assim como disse que é hora de mudar de empresa, sem jamais abandonar a profissão que lhe realiza, assim também é hora de mudar em relação a quem não lhe faz bem. Se, mesmo após fazer a mudança, a pessoa continuar lhe desrespeitando, mentindo, enganando, não tendo consideração etc, então é hora de dar um basta! É hora de encerrar o ciclo, por mais que haja pele, química, cheiro e, claro, amor! É hora de encarar que você precisa colocar seu amor próprio e sua valorização em cena.


Meus queridos, repito: não é para riscar o amor, mas apenas a pessoa que não lhe deu este sentimento! Ame-se, recupere seu amor próprio, valorize-se, concentre-se em si mesmo, refaça-se! Feito isso, estará pronto para um novo alguém que poderá lhe ofertar tudo o que você oferta, ou seja, a reciprocidade acontecerá e o amor florescerá. Cultive-o! Não significa que ventos ou tempestades não balançarão este fruto, mas, quando, de fato, há reciprocidade, verdade, cumplicidade, tesão, afeto, entrega, partilha etc, então o doce sabor chegará... o sabor do amor que realiza. Pense nisso! Forte abraço: André Massolini