terça-feira, 2 de setembro de 2014

Descontar a raiva em quem não merece!


Qualquer pessoa pode zangar-se; isso é fácil. O difícil é zangar-se com a pessoa certa, no grau certo, na hora certa, com o objetivo certo e da maneira certa (Aristóteles)

Meus queridos, quantas vezes acabamos descontando nossas raivas e nossas bravezas, assim como os estresses gerados pela correria do dia a dia ou pela não realização de nossas expectativas ou projetos em cima das pessoas que mais amamos e queremos bem.
Como disse o grande Aristóteles, todos, sem exceção, podemos nos zangar! E zangar-se é a coisa mais fácil. Claro que há aqueles que zangam-se absolutamente por tudo: são os extremamente egocêntricos, que querem que tudo gire em torno deles e que não sabem ouvir a palavra “não”.
A raiva é uma emoção, assim como existem tantas outras. Contudo, precisamos ficar em estado de alerta, pois é uma emoção que nos toma de forma abrupta e, diante dela, costumamos agir impulsivamente e sem qualquer tipo de reflexão. Aliás, parece até contraditório e ridículo falar de reflexão e raiva. Pode parecer, mas não é!
Assim como é necessário usar a razão diante da paixão (que também é abrupta e avassaladora), ou seja, usar a reflexão, o mesmo princípio vale para a raiva. De fato, há situações ou pessoas que nos tiram do eixo ou, como popularmente dizemos, “nos tiram do sério”.

Contudo, acredito que, também, o famoso dito popular do “contar até dez” encaixa-se corretamente neste raciocínio que aqui faço. Situações e pessoas para nos tirar do eixo não faltarão! Porém, o melhor, antes de explodir, é respirar fundo e fazer uma reflexão sobre o que foi falado e se, de fato, vale a pena uma ação impensada. A raiva faz com que ajamos sem pensar, sem refletir e, por vezes, fará com que façamos coisas pelas quais nos arrependemos depois e até fazem com que passemos de vítimas a réus.

Para zangar-se com a pessoa certa, no grau certo, com o objetivo certo e da maneira certa, como aconselhou Aristóteles, acredito que o caminho seja através da reflexão. É refletir sobre o acontecido antes de agir intempestivamente. A raiva faz com que ajamos de maneira impulsiva e não pensada. Com isso, acabamos perdendo a razão ou, como disse no início, machucando e atingindo as pessoas que mais amamos e que não tinham nada a ver com a situação que nos enfureceu. Refletir sobre a situação e sobre como se posicionar diante dela é o caminho. Pense nisso! Forte abraço: André Massolini