segunda-feira, 2 de março de 2015

O caminho se faz caminhando!


Meus queridos, quero iniciar esta postagem pedindo para que se recordem do filme Shrek. Mais especificamente, na cena em que a princesa Fiona, Shrek e seu amigo, o Burro, dirigiam-se para o reino “Tão, tão distante”.
Esta cena é cômica, pois mostra a impaciência do Burro ao fazer milhões de vezes a mesma pergunta: “Já chegou”? Quando éramos crianças e estávamos ansiosos por chegar em determinado lugar, agíamos exatamente assim! Contudo, ao atingir a vida adulta, apesar da necessidade de se manter algumas características da criança, como o fato de encantar-se com o simples e de saber dizer “não”, outras deveriam ter ficado restrito àquele período infantil, como por exemplo, a criação de ilusões e o desejo de que as coisas aconteçam de forma mágica (por isso que os contos de fada fazem sucesso com as crianças).

O Burro é a personificação daquela atitude de querer chegar a algum lugar mas não perceber que, para isso, é necessário o caminhar. Para ele, a única meta era chegar no reino da princesa Fiona. O caminho representava uma tortura.
Quando queremos algo (por mais que possa parecer “Tão, tão distante”), devemos traçar as estratégias e o método que empreenderemos para chegar onde queremos chegar. O método é o caminho! E o caminho se faz caminhando! O caminho não pode ser uma tortura. Aprendamos a contemplar a beleza do caminho e a valorizar a presença de quem caminha conosco. O Burro estava tão focado no reino que simplesmente desperdiçou todas as paisagens e a oportunidade de conhecer as situações que se desenrolavam no caminhar; desperdiçou, também, a chance de ter um diálogo produtivo com Shrek e Fiona. Tornou-se chato e repetitivo.
Há pessoas que passam pela dolorosa situação do término de relacionamento e se tornam chatas e repetitivas! Não percebem outras paisagens, não contemplam nada de valor no presente que as rodeia. Ficam apenas focadas numa única pessoa (que, diga-se de passagem, é a pessoa que terminou) e desenvolvem um monólogo no qual só querem falar daquela dor e do quanto estão sofrendo e, também, só querem informações da outra pessoa. Perdem a oportunidade de ter novos diálogos! Perdem a oportunidade de ouvir o que os outros também têm a dizer e, com isso, não percebem que se afundam ainda mais em tristeza.


Quando queremos algo é preciso encarar que, para atingi-lo, é necessário percorrer um caminho. Este, por sua vez, se desenrola caminhando! Ora, isto nada mais é que arregaçar as mangas, que empreender o passo a passo. Caminhar é um passo após o outro. O resultado disso é que se chama de caminho. Contemplar cada momento do caminho nos motiva e nos incentiva a chegar onde queremos chegar. Não desperdicemos o hoje apenas porque queremos o amanhã. Pense nisso! Forte abraço: André Massolini